Suplementação de whey protein ou aminoácidos livres? Qual a finalidade?






A nutrição possui papel crucial na evolução da composição corporal, desempenho atlético e sistemático dos indivíduos. Para cada objetivo deve-se dar um suporte nutricional diferente, considerando a rotina individualizada e demanda fisiológica das necessidades levantadas.



Em relação a isso, discute-se o uso ou não de suplementos idealizado sem considerar a cultura, sem fundamentos de agregar um insumo e sem necessidade/benefício nutricional.



Um dos complementos mais conhecidos é a whey protein, inserida na indústria com o objetivo de prover energia da proteína do soro do leite, auxiliar no aumento de massa muscular, contribuir rotineiramente com a necessidade proteica de macronutrientes, impactar na recuperação, controle glicêmico incitado pela demanda energética, estímulo do sistema imunológico, entre outros motivos (AMIRANI et al., 2020).



Considerando tantos fatores e pesquisas científicas, ressalta-se a questão de que a quebra das proteínas gera aminoácidos. Assim sendo, pergunta-se qual seria a melhor forma de ingesta. De maneira sucinta, qualquer autor responderia de forma ambígua: “Depende”.



No caso de controle glicêmico, supressão do apetite ou para prestar assistência na manutenção de massa magra durante um tratamento de perda de peso, é certo que inserir aminoácidos livres proveria melhor resultado em uma introdução controlada de calorias. Ao mesmo tempo, se o levantamento for relativo à praticidade de uma refeição, tempo de ingesta ajustada à fome ou questão similar, o ajuste apontaria como melhor alternativa a whey protein.



Em geral, é sugerido que se considere a funcionalidade dos alimentos pela biodisponibilidade de elementos por eles oferecida antes de qualquer complementação.



O corpo humano é constituído de 20% de proteínas compostas de diferentes combinações de 20 tipos diferentes de aminoácidos. Entre eles, a valina, a leucina e a isoleucina, muito conhecidas na composição dos BCAAs ou aminoácidos de cadeia ramificada.



De acordo com a intensidade dos treinos, intervalos e limitações mediante a rotina faz-se o ajuste pela vantagem oferecida ou não pelo suplemento. A vantagem do consumo de aminoácidos por meio de suplementação é o tempo de absorção: em média, 15 a 30 minutos, em comparação com as quatro horas necessárias para digerir proteínas, que são mais complexas estruturalmente.



Os aminoácidos essenciais não podem ser sintetizados no corpo humano, portanto, devem ser fornecidos por meio da dieta. Ou seja, com a suplementação, um atleta, por exemplo, mantém uma condição corporal saudável e recupera-se mais rapidamente da fadiga.



Revisões sistemáticas com a prescrição calculada de whey assim como com a forma reduzida em aminoácidos demonstram benefícios amplos tanto ao público praticante de atividades físicas, atleta ou paciente em tratamentos distintos (CICERO et al., 2017: WEST et al., 2017: KEPHART et al., 2016).



Assim, sugere-se sempre que o ajuste da complementação seja feito de forma racional, colaborativa e justificada e que sejam avaliados todos os benefícios de modo conveniente ao indivíduo.



Caroline Ayme Fernandes Yoshioka é nutricionista Esportiva-EEFE/USP, mestre em Suplementação-USJT, doutoranda em Esporte-UNICAMP e consultora da Ajinomoto do Brasil no Projeto Vitória.