A SUPLEMENTAÇÃO DE AMINOÁCIDOS DURANTE A ADAPTAÇÃO DO TREINAMENTO NA PANDEMIA




Durante a pandemia, as adaptações do treinamento têm sido motivo de preocupação para os profissionais da saúde. Como medida de prevenção e controle, a população foi orientada à reclusão para reduzir o contato interpessoal até o domínio da situação. Dada a importância da atividade física aplicada para rotinas tanto de sedentários quanto de atletas de performance, questões importantes vêm sendo levantadas acerca das circunstâncias atuais. De acordo com as fases sinalizadas pelo governo, há restrição de acesso às academias e centros de treinamento esportivo.



Com a adoção de medidas de distanciamento social, estudos apontam que o treinamento resistido pode ser a melhor opção para auxiliar na manutenção de hábitos saudáveis, reduzindo a probabilidade de contaminação pela adesão ao exercício, otimizando o sistema imunológico e estabilizando os níveis de atividade física de um atleta que apresente menos recursos para realização de suas modalidades específicas (GARBER et al., 2011).



Uma pergunta que precede dentro deste contexto é referente à suplementação de aminoácidos neste momento de pandemia. Analisando o equilíbrio nutricional, acredita-se que não exista carência de complementação desde que o indivíduo atinja a necessidade por meio da ingestão alimentar devidamente calculada. No entanto, pensando estrategicamente acerca das “possibilidades” que possam contribuir/somatizar à situação, estima-se em estudos que o uso de aminoácidos pode ser benéfico de diversos modos no momento atual.



Acerca disso, foi averiguado que, embora grande parte dos estudos associem a suplementação de aminoácidos, zinco e vitamina D sinergicamente contribuindo para imunomodulação prevenindo e auxiliando no tratamento da COVID-19 (FAVARO et al., 2021), pesquisas auxiliares apresentam resultados positivos na manutenção de massa magra durante a redução de carga de treinamento pelo uso de aminoácidos essenciais (EAA) no emagrecimento - visto que parte significativa da população relata dificuldades para realizar atividades físicas dadas as circunstancias de reclusão. O ajuste do fracionamento dietético e controle de saciedade também é uma opção prática, segundo estudos de caso (CALDER, 2020).



As pesquisas apresentam grande diversidade de resultados gerados em contribuição para recuperação de capacidade pulmonar pós-COVID-19, melhora da resposta inflamatória na oxidação de gordura e regulação de metabolismo energético, além de auxiliar no controle de ansiedade e depressão com o uso de leucina, isoleucina e valina, gerando respaldo positivo na sinalização dos neurotransmissores responsáveis (KOOCHAKPOOR et al., 2021: TRUSOV et al., 2020: FIRTH et al., 2019).



Ao aprofundar-se na funcionalidade dos aminoácidos diante das demandas aumentadas pós início da pandemia, estima-se que o uso estratégico de aminoácidos associados pode trazer benefícios diversos, contribuindo, assim, com diferentes necessidades que a população apresenta nas circunstâncias atuais.



Caroline Ayme Fernandes Yoshioka é nutricionista Esportiva-EEFE/USP, mestre em Suplementação-USJT, doutoranda em Esporte-UNICAMP e consultora da Ajinomoto do Brasil no Projeto Vitória.